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O novo filme do Mario é realmente anti-woke? Não e sim

Os consumidores ainda têm apetite por bons filmes, especialmente quando Hollywood foca em contar uma boa história em vez de doutrinar.

Minha esposa e eu recentemente levamos nossos três filhos para ver Super Mario Bros – O Filme, o novo blockbuster de animação estrelado por Chris Pratt (Mario) e Anya Taylor-Joy (Princesa Peach).

Embora eu tenha gostado do filme, o que não entendo são todos os comentários que descrevem o filme como “anti-woke”.

O rótulo parece derivar da decisão do estúdio de escalar Chris Pratt e Charlie Day (Luigi) como protagonistas ítalo-americanos, o que levou John Leguizamo a boicotar o filme – aparentemente porque Pratt e Day são brancos.

“Não, eu não vou [assistir]. Eles poderiam ter incluído um personagem latino”, disse Leguizamo, que interpretou Luigi no Super Mario Bros de 1993. “Como se eu fosse inovador e então eles pararam o inovador. Eles bagunçaram a inclusão.”

Tirando as dores de cotovelo de Leguizamo, não há nada “anti-woke” no filme. O youtuber Steven Jay Williams, mais conhecido por seu nome de usuário Boogie, está certo quando diz que Super Mario Bros não é nem woke nem anti-woke.

“Este filme é uma pipoca mediana”, diz Boogie. “Você vai entrar no cinema e esquecer que o mundo existe por 90 minutos. Vai se lembrar da sua infância jogando aqueles jogos, e depois vai sair do cinema com vinte dólares a menos e cheio de manteiga de pipoca.”

Como Boogie, me considero bastante “culturalmente sensível” a políticas identitárias. E concordo que não há mensagens políticas sutis em Super Mario Bros. É pura diversão.

Fãs da clássica franquia de videogames – e quem não gostou desses jogos? – podem mais uma vez reviver seus personagens favoritos. Juntando-se a Mario, Luigi e Princesa Peach estão Toad (Keegan-Michael Key), Donkey Kong (Seth Rogen), Bowser (Jack Black) e mais criaturas reconhecíveis do que podem ser facilmente contadas. Eles embarcam em uma aventura épica que atravessa mundos e conta com tubos, moedas, poderes especiais e muitos sons familiares.

Uma mudança leve é ​​esta: quem faz o papel do MacGuffin, em vez da Princesa Peach, como era nos jogos, dessa vez é o Luigi. O irmão verde do Mario é capturado e aprisionado por Bowser no começo do filme, e Mario precisa resgatá-lo do nosso vilão – que tem um lado sádico e está de olho na Princesa Peach. (Bowser quer se casar com Peach e escreve canções para ela.)

Não, o roteiro não é como o de Chinatown. Mas não precisa ser. É um filme infantil divertido com corridas de carro, combate e nostalgia – muita nostalgia. A trilha sonora inclui grandes sucessos dos anos 80 de Bonnie Tyler (Holding Out for a Hero), AC/DC (Thunderstruck) e A-ha (Take on Me), bem como alguns dos anos 70, como Mr. Blue Sky da Electric Light Orchestra. E tudo isso funciona. Sequer importa que tenhamos ouvido essas músicas um milhão de vezes, inclusive em vários filmes recentes de Hollywood.

Com certeza, Super Mario Bros é um filme de nostalgia. Leva os que o assistem de volta a uma época mais feliz, quando nosso mundo não era tão politizado. Não acho que isso torne o filme “anti-woke” – a menos que “anti-woke” signifique simplesmente a ausência de esquerdismo.

Não há mensagem climática em Super Mario Bros. A Princesa Peach ainda é uma garota branca. Nenhum personagem explora uma sexualidade alternativa, e não há um sussurro sequer de justiça social. Ao contrário, há uma sutil mensagem de individualismo. O heroísmo, como podemos ver no filme, é um processo interno. Trata-se de superar a nós mesmos – até mesmo nossas deficiências (trocadilho intencional) – para fazer algo extraordinário.

Isso é “anti-woke”? Mais uma vez, acho que não – a menos que a mera ausência de mensagens esquerdistas assim qualifique o filme.

No final, se você escolhe chamar Super Mario Bros de um filme “anti-woke” ou apenas um filme divertido de nostalgia, não importa realmente. Está a caminho de arrecadar 1 bilhão de dólares nas bilheterias – o Hollywood Reporter diz que arrecadou mais de US$ 700 milhões em vendas globais de ingressos até a segunda-feira 17 de abril – o que é um sinal de que os consumidores ainda têm apetite por bons filmes, especialmente quando Hollywood foca em contar uma boa história em vez de doutrinar.

Jonathan Miltimore
Jonathan Miltimore
é gerente de edição na FEE.org. Seus artigos e reportagens foram publicados na revista TIME, The Wall Street Journal, CNN, Forbes, e Fox News.
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